3 SETEMBRO 10   
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JS defende Referendo ao Tratado de Lisboa
Aberto este novo capítulo na vida da União, a Juventude Socialista entende estarmos perante uma oportunidade irrecusável para debater de forma participada a Europa e o seu futuro.

A assinatura esta manhã do Tratado de Lisboa representa um marco incontornável na evolução do processo de construção da unidade europeia e um êxito histórico da Presidência Portuguesa da União. Marcando o final de um período de quase seis anos de debate institucional, o Tratado de Lisboa vai finalmente permitir reformar a estrutura da União Europeia e preparar o caminho para as adesões ao projecto europeu que se avizinham a médio prazo.  

Para além de adequar a União Europeia às novas exigências e desafios de um projecto a 27 membros, o Tratado de Lisboa reforça ainda o controlo democrático do processo decisório da UE, através quer do papel do Parlamento Europeu, quer dos parlamentos nacionais, aprofunda a protecção dos direitos fundamentais dos cidadãos Europeus, através do carácter vinculativo da Carta dos Direitos Fundamentais da União, e promove a participação reforçada de todos na vida política da Europa. Na área da juventude, o novo Tratado é particularmente rico, vindo conferir competências à União para prosseguir acções de apoio e coordenação às acções dos Estados Membros nos planos da educação, formação profissional, juventude e desporto, bem como encorajar expressamente a participação dos jovens na vida democrática da Europa. 

Aberto este novo capítulo na vida da União, a Juventude Socialista entende estarmos perante uma oportunidade irrecusável para debater de forma participada a Europa e o seu futuro. O recurso ao referendo como forma de conclusão do processo interno de ratificação permitirá aproximar os Portugueses do processo de integração europeia, estimulando o debate na sociedade civil e oferecendo um fórum alargado para demonstrar o papel central das instituições e políticas europeias e o dinamismo do processo de integração junto dos cidadãos portugueses.